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Templates by Marina
Acho que hoje não voltarei mais.coisas pra fazer e a dor que não passa...
A sensibilidade à flor da pele.
Não triste.apenas meio reclusa.É só hj ,viu?

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Cheguei em casa agora. Sem dor!
Parece impossível,mas quando entro no trabalho, à tarde, a dor se vai...Agora estou bem.continuo feliz!
UFA!!!Ainda bem!

BEIJO É TUDO! O COMEÇO E O FIM...
ADORO BEIJAR DE TODAS
AS MANEIRAS POSSÍVEIS,
MAS CONFESSO QUE SOU
TÍMIDA...rs...NO INÍCIO...
DEPOIS ...DEIXA PRA LÁ!
SÓ SEI QUE BEIJAR ME FAZ FELIZ
DEMAIS!
Livre
Vou revelando devagar meus sonhos,
Meus contornos,
Expondo imperfeições.
Observo também suas reações
cada parte nua do meu corpo
Da minha alma.
Desponta um brilho
Um desejo nos seus olhos...
E eu me deixo inquieta
insana
Revelar mais um pouco
Do meu interior
Falo mansamente dos meus sonhos
E minha nudez total
Inflama
O seu interior
eu compartilho com você
De momentos do coração.
Eu amo.
Te quero.
Me chama...
Louca,nua
Diz meu nome.
Beija meus lábios
Meu corpo agora é infinito
Não há começo,meio.fim.
apenas eu e você
No doce fio
Do querer.
Quando sou boa, sou boa. Mas quando sou má,
sou melhor ainda!
Mae West
Rosy Beltrão
Sons de músicas e rocks... palavras inocentes.
Lembranças... Rebeldes... anjos, mas rebeldes...
era como que éramos naquela época...
Canções de protesto... mas de amor...
puro e verdadeiro... imagine:
“Sr. Carteiro, me entregue a carta do meu amor...” é o que diz a canção... Mr Postman...
Era tão gostoso, dançar de rosto colado ouvindo:
“Je t ´aime moi non plus” quase sem sair do lugar... grudado no chão... corpo colado...
Entre suspiros e beijos “roubados”,
eram “roubados” de verdade...
a gente queria dar o beijo,
mas sempre fingia que não...
E aquela inocência dos primeiros toques...
um arrepio na espinha...
Rosto vermelho de extremo pudor...
não sabia como disfarçar.
sentindo tudo e querendo tudo,
mas sem se entregar...
Que roupa colocar?
Um apropriado ”Inferno de Dante”.
Batom...perfume...sapato alto...
vestido vermelho...que lindos!
A gente ficava linda mesmo.
Eram os “bailes de formatura”
“bailes de 15 anos”,
os “mingaus” aos domingos,
fumar escondido... tomar “hi-fi”, “cuba libre” .
disco novo dos Beatles...
uma disputa colossal...
saber todas as músicas decor...
aprender inglês... todo mundo tinha uma “banda”,
todo mundo tocava violão...
faziam-se versos...namorava-se...
olhares de soslaio... nada de “encarar”...
sutilmente dizendo “eu quero”
e “eles” sabiam muito bem como chegar...
não sei como é que faziam...
sempre me intrigou isso...
mas era uma química, uma fusão de sentimentos...
na verdade, uma explosão deles.
E aí nos bailes...
tinha aquela história de “tirar a menina para dançar”... e era um “vexame” ficar sentada...Luz que girava...Luz Negra... e se não se tomasse cuidado... ficava aparecendo tudo... calcinha e soutien... um horror! . vi muitas meninas terem de ir para casa para se trocar...Roupas coloridas, todos de cabelos compridos, meninos e meninas, de costas não se sabia quem era quem...o símbolo de V nos colares, anéis, brincos e qualquer tipo de enfeites ou bugigangas...Paz e Amor!
Dançar sozinhos... separados “Sugar, Sugar”...
voltar à pé para casa, suados, cansados...
com os sapatos nas mãos... todos...
Encher o quarto de fotos dos artistas preferidos...
ter um caderno de perguntas e respostas...
era tão engraçadas as perguntas...
muito melhores eram as respostas...
todas as meninas tinham um...
e tinham também os “códigos”...
a gente inventava...só para ninguém saber,
se por acaso caísse em "mãos erradas",
que normalmente era a mãe da gente.
Ler romances...
roubar as “revistinhas indecentes”
dos irmãos mais velhos...
Andar de ônibus... sentar na janelinha,
ou no último banco, só porque pulava prá caramba!
naquela época quase ninguém tinha carro)...
ir ao cinema aos sábados
e não ter o dinheiro da passagem de volta
porque gastou no “drops dulcora”
ou na caixinha de “chocolate com passas ao rum” . assistir aos filmes de Jerry Lewis ou do 007...dar risada de todo mundo na rua, no cinema... na escola... rir o tempo todo...Assistir sessão da tarde...
Preocupações??? Quais???
Um dia...uma notícia dada na TV:
“O mundo vai acabar”
olhamos uns para os outros
e sabe o que a gente fez?
Foi pra rua jogar voleibol...
no meio da rua... sim, no meio da rua...
era onde podíamos sempre jogar...
nada de carros...
e sabe o que aconteceu???
O mundo não acabou, nem aquele dia,
nem quando passou o ano 2.000.
O que talvez tenha acabado foi a inocência...
a irreverência sem maldade...
a rebeldia comportada...
porque tudo aquilo era o jeito de sermos felizes...
Lembranças que só tem,
quem viveu isso tudo é que pode sentir e saber,
o que é dançar ao som de “I wanna hold your hand”.
“Tudo parece ousado para quem nada se atreve”
(Fernando Pessoa)
Não nos causa estranheza o conselho do Presidente Luiz Inácio a nós mulheres, no dia Internacional da Mulher, para não sermos “desaforadas” e não começarmos a “pensar logo na Presidência da República”.
Este conselho, longe de ser uma “brincadeirinha carinhosa” como foi classificada por algumas pessoas vinculada ao Governo, é uma idéia consciente ou inconsciente que existe na maioria das mentes brasileiras.
Nós, mulheres, temos sido “desaforadas” quando lutamos para ter o direito de votar e ser votada, fomos “desaforadas” quando quisemos entrar no mercado de trabalho, fomos “desaforadas” quando lutamos por 120 dias de licença maternidade, fomos “desaforadas” quando quisemos deixar de ser “colaboradoras” dos maridos no casamento, eliminando a figura do “chefe da sociedade conjugal”, fomos “desaforadas” quando quisemos ter os mesmos direitos dos pais perante nossos filhos, fomos “desaforadas” quando apoiamos a Lei de Cotas para as Mulheres na Política.
Continuamos sendo “desaforadas” quando, ainda, lutamos por direitos tais como: não sermos discriminadas no trabalho com salários inferiores aos dos homens; não sermos violentadas, assediadas, maltratadas, estupradas. Continuamos a ser “desaforadas” quando bradamos que somos donas de nossos corpos, podendo fazer uso dele para a procriação ou simplesmente para o prazer. Somos “desaforadas” quando não admitimos que pessoas e instituições sejam comandantes de nossos úteros, para dizer quando devemos ou não reproduzir, criminalizando e condenando o aborto consentido.
Precisamos ser mais “desaforadas” para conseguirmos aumentar o número de nossas participantes no Congresso Nacional (hoje 55 mulheres e 539 homens) no Supremo Tribunal Federal (1 ministra e 10 ministros), no Superior Tribunal de Justiça (3 mulheres e 29 homens) no Tribunal Superior do Trabalho (1 mulher e 16 homens) e no Superior Tribunal Militar onde nenhuma mulher aparece entre seus ministros. Nunca tivemos uma mulher como Procuradora Geral da República. Queremos também aumentar o número de governadoras. Nas 27 Unidades da Federação temos apenas 2 mulheres governando. Junto com os 926 deputados estaduais, temos apenas 133 deputadas e, enquanto contamos 45.245 vereadores homens, contamos apenas 6.555 vereadoras. Nos 5.562 municípios temos apenas 418 prefeitas e por aí a fora deparamos com diferenças similares. No Poder Executivo do “Governo Democrático e Popular”, que foi o que mais prestigiou as mulheres em seu alto escalão, temos apenas 4 ministras em 35 postos.
Além de “desaforadas” precisamos ser mais apressadas para que os homens se conscientizem para dividir o poder com as mulheres. Só assim poderemos fazer o que almejamos com nossas mentes e nossos corações, aliados à nossa competência. Até agora temos sido consideradas competentes apenas para o terceiro e quarto escalão do poder, como assessoras, secretárias, juízas de primeira instância ou vices de executivos, verdadeiras “carregadoras do piano” desta máquina que decide e executa o destino do Brasil.
O que almejamos é uma melhor distribuição das riquezas, maiores oportunidade de trabalho para homens e mulheres, repartição das tarefas domésticas e o cuidado com crianças, familiares idosos, pessoas com deficiência e doentes; políticas públicas realmente implementadas, com equipamentos sociais como creches, lavanderias e refeitórios públicos; sem programas caridosos com formato de esmolas; eliminação da corrupção; maior e melhor ensino público profissionalizante e integral para nossas crianças e adolescentes; sistema penitenciário re-educativo e humanizado; ausência de violência; trânsito mais humanizado e uma saúde pública universal e integral, sem tantas mortes durante e pós-parto, por aborto ou HIV/Aids.
Para isto, precisamos sim, sermos mais “desaforadas” e apressadas em chegarmos aos diversos poderes do Estado, inclusive e principalmente à Presidência da República. Nossos queridos companheiros, os homens, que ajudamos a ali chegar, e continuamos a contribuir para que desenvolvam seus papéis, já provaram e continuam provando que mudar é uma palavra difícil para ser vivenciada por eles. O patriarcalismo e a continuidade da hierarquia vertical aproximam os atuais ocupantes do poder aos antigos comandantes, ditadores, imperadores, príncipes e reis.
Portanto: Viva nossos “desaforos” e continuemos “desaforadas”, pois “desaforo”, para além do sentido pejorativo que geralmente lhe é dado, é também e sobretudo, atrevimento, irreverência, imprudência, insolência, todos os adjetivos e atos necessários para se fazer uma verdadeira revolução de valores, costumes e ações para, finalmente, podermos mudar a nossa realidade e construirmos uma democracia radical e paritária.
Brasília, 09 de março de 2005.
Iáris Ramalho Cortês,
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byZenaide